Há quatro anos, uma paixão que já fazia parte da vida de Luciana Botta encontrou uma nova forma de existir. Assim nasceu a Arthé, uma marca criada a partir do encontro entre o universo dos chás, a arte, a cultura e a vontade de transformar o ato de beber chá em uma experiência.
Mas essa história começou muito antes de sua criação.
Antes da Arthé, já existia uma relação com o chá
Quando Luciana relembra sua trajetória, existe um detalhe que chama atenção: o chá já estava presente em sua vida muito antes de se tornar um negócio.
Ainda durante o namoro com seu marido, ela recebeu como primeiro presente uma cesta de chás. Um gesto aparentemente simples, mas que, olhando hoje para sua trajetória, ganha outro significado.
A bebida acompanhou diferentes momentos de sua vida até que, anos depois, sua trajetória profissional tomou novos caminhos.
Depois de atuar no Direito e trabalhar na empresa da família, Luciana decidiu resgatar uma paixão que sempre esteve presente e transformá-la em um projeto próprio.
Foi nesse movimento que surgiu a Arthé.
Como nasceu a Arthé
A proposta nunca foi falar apenas sobre chá.
Desde o início, a Arthé nasceu com a intenção de aproximar dois universos que despertavam o interesse de Luciana: arte e chá.
Essa relação faz sentido quando observamos a própria história da bebida. O chá ultrapassou fronteiras, atravessou diferentes sociedades e passou a fazer parte de rituais, hábitos e expressões culturais ao redor do mundo. Sua história também está relacionada à literatura, às artes, à gastronomia e às diferentes formas de convivência construídas ao redor de uma xícara.
Para a Arthé, cada blend pode ser uma porta de entrada para esse universo.
É possível começar pelo sabor e chegar a uma história. Conhecer um ingrediente e descobrir uma referência artística. Preparar uma xícara e, a partir dela, criar uma pausa, uma conversa ou uma experiência.
Foi essa visão que começou a dar forma à marca.
4 anos de Arthé: o que aprendemos sobre o chá

Ao longo desses quatro anos, a Arthé cresceu, criou novos blends, participou de encontros, desenvolveu experiências e esteve ao lado de pessoas e empresas em diferentes contextos.
Alguns aprendizados surgiram e permaneceram conforme seguimos nosso caminho.
1. O chá pertence a diferentes momentos e ambientes
Uma das primeiras coisas que aprendemos é que não existe um único lugar para o chá.
Ele pode estar em uma pausa de autocuidado, acompanhando uma leitura ou fazendo parte de um momento de tranquilidade em casa. Mas também pode estar presente em uma reunião, em um evento, em uma experiência de hospitalidade ou em um presente.
A própria história do chá mostra como ele assumiu diferentes funções sociais ao longo do tempo. Na Inglaterra, por exemplo, ele passou de produto de luxo a parte importante da vida cotidiana e esteve presente tanto em ambientes domésticos quanto em cafés, tea shops, encontros sociais e momentos de trabalho.
Por isso, uma das nossas maiores convicções é simples: sempre existe espaço para o chá.
E quem define esse espaço é quem escolhe incorporá-lo à própria rotina.
2. Preparar chá também é uma forma de descobrir
Tomar uma boa xícara de chá já pode ser uma experiência prazerosa.
Mas existe outro nível de descoberta quando começamos a prestar atenção ao preparo, à temperatura da água, ao tempo de infusão, aos ingredientes e às possibilidades de harmonização.
Cada escolha interfere na experiência final e pode revelar diferentes características de um mesmo blend.
É por isso que, na Arthé, falar sobre chá também significa falar sobre experiência.
3. O chá pode ser uma porta para a arte e a cultura
Esse é um dos aprendizados mais importantes para nós.
Desde o início, buscamos criar blends que não terminassem na xícara. As referências artísticas e culturais que fazem parte da Arthé existem justamente para estimular novas conexões.
Uma obra pode inspirar um blend. Um filme pode despertar uma memória. Um personagem pode se transformar em uma construção aromática. Uma história pode ganhar novas camadas quando associada a uma experiência sensorial.
Essa relação também conversa com a própria trajetória histórica do chá. No século VIII, o escritor chinês Lu Yu escreveu O Clássico do Chá, considerado o primeiro livro dedicado inteiramente ao chá, mostrando como a bebida já estava relacionada ao conhecimento, à cultura e à reflexão muitos séculos atrás.
Na Arthé, continuamos explorando essa possibilidade de aproximar esses universos.
Porque conhecer um chá também pode ser uma forma de conhecer uma história.
4. No fim, o chá é sobre pessoas
Depois de quatro anos, esse é o principal aprendizado.
Por trás de cada blend, evento, degustação, experiência ou encontro existe sempre alguém.
São nestes momentos que o chá ganha uma dimensão que vai muito além do produto.
A cultura do chá sempre esteve profundamente relacionada à convivência. Na própria sociedade britânica, por exemplo, o chá tornou-se parte de encontros, conversas, pausas e tradições familiares ao longo dos séculos. Já no Marrocos, é símbolo de hospitalidade ao receber convidados. Enquanto que no Japão, faz parte do cotidiano estar presente nas refeições.
Essa dimensão humana também está no centro da Arthé.
Quatro anos depois, seguimos descobrindo

Celebrar quatro anos de Arthé não significa apenas olhar para o que construímos até aqui.
Significa reconhecer todas as pessoas que fizeram parte desse caminho e tudo aquilo que aprendemos ao longo dele.
Aprendemos que o chá pode ocupar diferentes espaços. Que existe muito para descobrir em uma xícara. Que arte e cultura podem encontrar novas formas de expressão através dos sentidos. E que, no fim, são as pessoas que dão significado às experiências que construímos.
A Arthé continua crescendo a partir dessas mesmas ideias.
Criando blends, desenvolvendo experiências, aproximando pessoas e buscando novas maneiras de mostrar que o universo do chá é muito maior do que aquilo que encontramos dentro de uma xícara.
Há quatro anos, começamos com uma paixão.
Hoje, seguimos construindo essa história com muitas outras pessoas ao nosso lado e, felizmente, ainda temos muitas xícaras para compartilhar.
