Da energia mais equilibrada ao autocuidado diário, entenda como o hábito de consumir chá pode transformar sua relação com o tempo, o bem-estar e a presença.

Durante décadas, o café ocupou um lugar praticamente absoluto na rotina dos brasileiros. Seja ao acordar, depois do almoço ou durante o expediente, ele tornou-se um símbolo de produtividade, socialização e energia.
Esse hábito continua forte. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), cerca de 97% da população brasileira consome café diariamente. Ainda assim, os números mais recentes mostram uma mudança interessante de comportamento: em 2025, o consumo registrou uma queda de 2,31%, refletindo um movimento de consumidores que passaram a buscar alternativas capazes de oferecer novas experiências e uma relação mais equilibrada com o próprio bem-estar.
É nesse cenário que o chá ganha protagonismo.
Muito além de uma bebida, ele passa a integrar uma rotina marcada por pausas conscientes, autocuidado e experiências sensoriais que acompanham diferentes momentos do dia.
Chá ou café: é preciso escolher?
A resposta é simples: não.
Embora muitas pessoas enxerguem essas bebidas como concorrentes, elas podem coexistir perfeitamente dentro da rotina.
O café continua sendo uma excelente escolha para muitos momentos do dia. O chá, por sua vez, amplia as possibilidades de consumo ao oferecer diferentes perfis de sabor, intensidade e efeitos fisiológicos.
Em vez de substituir completamente uma bebida pela outra, vale pensar em como elas podem ocupar espaços diferentes.
Enquanto muitas pessoas iniciam a manhã com uma xícara de café, o chá pode acompanhar o restante do dia de forma bastante natural.
Blends à base de Camellia sinensis, como chá verde e chá preto, oferecem estímulo e concentração durante a tarde. Já infusões naturalmente livres de cafeína tornam-se excelentes aliadas para momentos de desaceleração ao final do dia.
O resultado não é uma troca.
É uma rotina mais rica e mais consciente.
Cafeína e L-teanina: por que a energia do chá costuma ser percebida de forma diferente?
Uma das maiores dúvidas de quem começa a consumir chá está relacionada aos seus efeitos.
Afinal, o chá também possui cafeína?
Sim.
Os chás produzidos a partir da Camellia sinensis como chá verde, chá branco, chá oolong, chá amarelo, chá pós-fermentado e chá preto contêm cafeína.
A diferença está na forma como essa cafeína atua quando associada à L-teanina, um aminoácido naturalmente presente na planta.
Enquanto o café costuma provocar uma elevação rápida da energia seguida por uma queda mais perceptível, muitas pessoas descrevem o efeito do chá como mais gradual e prolongado.
Isso acontece porque a L-teanina atua promovendo um estado de relaxamento sem causar sonolência, contribuindo para uma percepção de foco mais estável quando combinada à cafeína.
Na prática, essa combinação pode proporcionar uma sensação de disposição acompanhada por maior tranquilidade durante atividades que exigem concentração, leitura, estudos ou trabalho.
Como inserir o consumo de chá no dia a dia?
Criar um novo hábito costuma ser mais fácil quando ele aproveita momentos que já existem.
Em vez de transformar completamente sua rotina, experimente incluir o chá em pausas que você já costuma fazer ao longo do dia.
Algumas possibilidades incluem:
Depois do almoço
Substituir ocasionalmente o tradicional café por um chá verde ou chá preto pode ser uma forma simples de conhecer novos sabores e perceber diferentes efeitos.
Durante a tarde
Uma pausa de alguns minutos acompanhada de uma boa xícara pode transformar um intervalo comum em um momento de reorganização mental.
No início da noite
Infusões sem cafeína tornam-se excelentes aliadas para quem deseja reduzir o ritmo antes de dormir.
Durante momentos de autocuidado
Leitura, skincare, meditação, escrita ou simplesmente alguns minutos de silêncio podem ganhar uma nova atmosfera quando acompanhados por um chá preparado sem pressa.
Mais do que uma bebida, o preparo também passa a fazer parte da experiência.
O chá também transforma a forma como percebemos o tempo

Existe uma mudança que dificilmente aparece em tabelas nutricionais.
Ela acontece na rotina.
Preparar um chá exige alguns minutos de espera. A água aquece lentamente, os aromas começam a surgir e a infusão acontece diante dos olhos.
Esse pequeno intervalo cria algo cada vez mais raro no cotidiano: presença.
Ao longo do tempo, muitas pessoas percebem que esses pequenos rituais ajudam a construir momentos de pausa que dificilmente aconteceriam de outra maneira.
Não porque o chá, por si só, desacelere a vida.
Mas porque ele cria um espaço para que isso aconteça.
É justamente nessa relação entre tempo, bem-estar e experiência que a Arthé acredita.
Cada blend nasce do encontro entre arte, cultura e ingredientes cuidadosamente selecionados para transformar uma simples xícara em um convite à contemplação.
No fim, inserir o chá na rotina não significa apenas experimentar uma nova bebida.
Significa descobrir uma nova forma de habitar o próprio dia.
Referências:
https://www.abic.com.br/wp-content/uploads/2026/01/2026.02.Indicadores-da-Industria-2025_-Site.pdf
https://exame.com/casual/consumo-de-cafe-no-brasil-descubra-quais-sao-os-habitos-dos-brasileiros/
https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/gastronomia/dia-mundial-do-cafe-conheca-habitos-dos-brasileiros-diante-da-xicara/
